segunda-feira, 28 de março de 2011

Silêncio, por favor!

É fácil pedir para alguém ficar quieto, difícil mesmo é controlar os nervos quando esse pedido não é atendido. Porque quando eu estou lendo - e até mesmo quando estou a toa - o silêncio é o mínimo que eu peço. Não pedi ajuda, opinião, nem dinheiro, nem nada. Apenas silêncio. É tão difícil assim fechar a matraca um pouco e me deixar pensar sozinha?
Não preciso de opiniões alheias, nem idéias que não sejam minhas... Egoísmo, talvez. Mas e daí se eu quiser ser um pouco egoísta? E aquela vontadinha de dizer, pensar e fazer o que eu quiser? O silêncio ajuda muito nessas horas, sabia? Tipo "cala a boca e me deixa fazer do meu jeito". É isso mesmo: revolta. Eu sabia, desde o início.  
Eu estava aqui sentada, lembrando-me de uma cena dentro de um ônibus lotado... Eu estava sentada perto do corredor (eu estava usando uma camiseta do Evanescence) quando de repente, um grupo de mais ou menos uns três garotos entraram e ficaram perto de mim, ligaram um funk em um celular, bem alto, diretamente sob os meus ouvidos, para ser mais específica. Minha primeira atitude foi bem mais educada do que eu imaginava, pedi: "Vocês podem abaixar o som, por favor?", mas, embora eu saiba utilizar perfeitamente a minha educação, há criaturas que não estão nem aí e se mostram ignorantes sem se importar. O garoto que segurava o celular me perguntou se eu não gostava de funk, certamente respondi com um "Não" em um tom exageradamente seco e arrogante (meu erro!), eles começaram a rir e me zuar porque eu estava com uma camiseta de banda de rock, aí foi a gota da água, mas sem perder a educação, ou seja, a razão, comecei a me "estressar" com eles. Nos próximos minutos que se passaram, me peguei discutindo com três garotos de aproximadamente 15 anos de idade, me senti uma daquelas velhas ranzinzas que arrumam qualquer motivo para brigar com crianças barulhentas da vizinhança. E, antes mesmo de o meu pensamento terminar, fui interrompida por uma frase que, sem querer, saiu da minha própria boca, totalmente calma e educada "Eu pedi com educação. Eu não sou obrigada a ouvir nada que eu não goste. Não, eu não sou rockeira, apesar de estar usando essa camiseta. E eu não preciso dar explicações a ninguém. Eu só pedi para abaixarem o som, só isso." Ao chegar no ponto do shopping, os garotos deram sinal para descer do ônibus e eu continuei sentada, sozinha, tentando ignorar os olhares de espanto, ao meu redor.
Certamente, as pessoas pensaram que eu eu era idiota, que deveria ter dado um soco no aparelho celular para acabar logo com a confusão. Mas não, eu simplesmente agi do meu jeito, porque afinal de contas, eu não queria arrumar confusão, eu só queria silêncio. E fiquei feliz por ter tomado a atitude que tomei.
Então, quando alguém pedir por silêncio, não a faça implorar - ou, até mesmo, perder a razão - simplesmente, cale a boca. É o que eu acho.

2 comentários:

Florargen disse...

Ei, May!
Não fique julgando suas atitudes!
Eu mesmo já protagonizei cenas parecidas, pessoas escutando Funk ou Pagode sem fone. Eu simplesmente pedi para baixarem o volume. Simplesmente fui ignorada. rs

Mayara Caparroz disse...

Olá, minha querida!
Pra você ver como esse tipo de pessoa é ignorante... ¬¬ hahaha.

Beijos!

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