quinta-feira, 31 de março de 2011

Um dia alguém me disse...

"... felicidade é pros que choram, que se arriscam e se machucam, pros que tentam sempre. Felicidade é pros que buscam. Nós só temos uma chance, celebre e faça festa..."


Foi nesse dia em que percebi que na vida, não importa quantas lágrimas você derrame ou quantos quilômetros você andou, o que realmente importa, é onde você chegou nessa longa caminhada.
Não importa se você sofre e luta, um dia você vencerá e verá que chegou onde você queria e que, mesmo tentando, nada nem ninguém vai te impedir de realizar os seus objetivos.
É a sua vida, isso ninguém pode mudar. Ninguém pode te impedir de viver à sua maneira. A vida é isso, você tem que mostrar que ela é sua. Que ela é você e que você é ela. A felicidade está aí na sua frente: agarre-a. 
Ainda pensando na letra desse rock dos anos 80, deixo a vocês uma reflexão de vida, um outro trecho dessa música do Blitz. Eu não sou a "Clarice", mas quem disse que eu não posso mudar de ar ou mergulhar no mar morto? haha. :D

"Sonhe o que quiser,
Seja o que você quer ser.
Seja você, só temos uma vida pra viver!"

segunda-feira, 28 de março de 2011

Silêncio, por favor!

É fácil pedir para alguém ficar quieto, difícil mesmo é controlar os nervos quando esse pedido não é atendido. Porque quando eu estou lendo - e até mesmo quando estou a toa - o silêncio é o mínimo que eu peço. Não pedi ajuda, opinião, nem dinheiro, nem nada. Apenas silêncio. É tão difícil assim fechar a matraca um pouco e me deixar pensar sozinha?
Não preciso de opiniões alheias, nem idéias que não sejam minhas... Egoísmo, talvez. Mas e daí se eu quiser ser um pouco egoísta? E aquela vontadinha de dizer, pensar e fazer o que eu quiser? O silêncio ajuda muito nessas horas, sabia? Tipo "cala a boca e me deixa fazer do meu jeito". É isso mesmo: revolta. Eu sabia, desde o início.  
Eu estava aqui sentada, lembrando-me de uma cena dentro de um ônibus lotado... Eu estava sentada perto do corredor (eu estava usando uma camiseta do Evanescence) quando de repente, um grupo de mais ou menos uns três garotos entraram e ficaram perto de mim, ligaram um funk em um celular, bem alto, diretamente sob os meus ouvidos, para ser mais específica. Minha primeira atitude foi bem mais educada do que eu imaginava, pedi: "Vocês podem abaixar o som, por favor?", mas, embora eu saiba utilizar perfeitamente a minha educação, há criaturas que não estão nem aí e se mostram ignorantes sem se importar. O garoto que segurava o celular me perguntou se eu não gostava de funk, certamente respondi com um "Não" em um tom exageradamente seco e arrogante (meu erro!), eles começaram a rir e me zuar porque eu estava com uma camiseta de banda de rock, aí foi a gota da água, mas sem perder a educação, ou seja, a razão, comecei a me "estressar" com eles. Nos próximos minutos que se passaram, me peguei discutindo com três garotos de aproximadamente 15 anos de idade, me senti uma daquelas velhas ranzinzas que arrumam qualquer motivo para brigar com crianças barulhentas da vizinhança. E, antes mesmo de o meu pensamento terminar, fui interrompida por uma frase que, sem querer, saiu da minha própria boca, totalmente calma e educada "Eu pedi com educação. Eu não sou obrigada a ouvir nada que eu não goste. Não, eu não sou rockeira, apesar de estar usando essa camiseta. E eu não preciso dar explicações a ninguém. Eu só pedi para abaixarem o som, só isso." Ao chegar no ponto do shopping, os garotos deram sinal para descer do ônibus e eu continuei sentada, sozinha, tentando ignorar os olhares de espanto, ao meu redor.
Certamente, as pessoas pensaram que eu eu era idiota, que deveria ter dado um soco no aparelho celular para acabar logo com a confusão. Mas não, eu simplesmente agi do meu jeito, porque afinal de contas, eu não queria arrumar confusão, eu só queria silêncio. E fiquei feliz por ter tomado a atitude que tomei.
Então, quando alguém pedir por silêncio, não a faça implorar - ou, até mesmo, perder a razão - simplesmente, cale a boca. É o que eu acho.

terça-feira, 15 de março de 2011

Heart


Coração, 
Eu sei que eu fui dura com você.
Eu sinto muito pelas coisas que eu fiz com você,
Antes de você começar a quebrar em mim,
Ou pedir apoio,
Eu preciso te fazer entender.

Oh, coração, 
Eu não estou segura de que se passou tempo suficiente
Para dizer que o que sinto realmente é amor.
Só há um modo de aprender
E às vezes seremos magoados
E agora é nossa vez.

Dê um tempo, me ajude a passar por isso.
Coração, nós podemos fazer isso juntos!
Você é minha força, você é minha alma,
Eu preciso de você agora mais do que nunca...

Coração,
Toda essa mágoa passará logo
Se você, se você continuar sendo forte.
Você sempre será meu amigo,
Assim, continue aguentando
E nós acharemos amor novamente...

Dê um tempo, me ajude a passar por isso.
Coração, nós podemos fazer isso juntos!
Você é minha força, você é minha alma,
Eu preciso de você agora mais do que nunca...

Coração, 
Eu sei que eu fui dura com você,
Eu sinto muito pelas coisas que fiz você passar.
Por favor, não se quebre em mim,
Eu preciso fazer você ver
Que não era para ser.

Porque você, você será sempre meu amigo,
Assim, continue aguentando
E nós acharemos amor novamente...

(Britney Spears)

segunda-feira, 7 de março de 2011

Is just a dream...

Parecia tão real enquanto eu estava lá, a vida, as pessoas. Parecia tudo tão perfeito... 
Foi quando o telefone tocou, aquilo não fazia parte do sonho, logo percebi, pois imediatamente fui transportada para a realidade dura e cruel. Acordei com raiva e com uma vontade de escrever sabe Deus o que para desabafar esse sentimento que está preso aqui dentro. Essa agonia que finalmente mostrou a face para que eu soubesse com "o que" estou lidando. E, cá entre nós, esse é o rosto mais frio e agonizante que eu já vi. Seu nome? Realidade.
Nos sonhos é tudo tão mais fácil. Se temos um problema, sabemos muito bem como resolver, embora sempre acordamos antes de este problema ser resolvido - já percebeu isso? Mas, ao acordar, o Sonho nos ajuda a solucionar um problema do decorrer da vida. Isso é fato! - pelo menos eu acho.
(Pausa para um parênteses: Antes de continuar com a minha teoria - gosto de chamar as minhas idéias de "Teorias" - quero lembrar a vocês para nunca, jamais tomar os meus textos como elementos para trabalhos de escola, pesquisas e afins. Não estou dizendo que os meus textos estão errados no entanto, isso também não quer dizer que estão absolutamente corretos. São a minha opinião. Bem, vamos voltar ao nosso assunto inicial...)
É tão bom poder fugir da realidade, principalmente se for para uma aventura no inconsciente, haha! Já pararam para pensar que aventura que é sonhar? Sabe, dormir e criar uma história através do nosso subconsciente e, embora não podemos "comandar" essa aventura, é como se estivéssemos em um lugar onde tudo pode acontecer, tudo mesmo. E isso nos traz uma sensação boa - de aconchego, parece.
E de repente, algo como um puxão nos arranca desse mundo maravilhoso criado por nós mesmos e nos traz de volta, assim como alguém que passou a noite inteira viajando no "Mundo dos sonhos", vivenciando inúmeras aventuras e desejos que só o nosso subconsciente conhece. Então, ao voltar para o nosso mundo real, sentimos a decepção tomar conta de nós, que nos faz dizer ou pensar naquela frase "Era só um sonho". Para ser sincera, eu simplesmente odeio acordar depois se um sonho! Sabe, você está lá, naquele lugar que só você conhece, quando de repente, contra a sua própria vontade, um barulho, um puxão ou até um grito te traz para um mundo onde as consequências interferem eternamente em nossas vidas. Esse lugar, como eu já disse, é a realidade.
Eu sinto raiva, angústia... Vontade de fazer como no filme "A origem" e me sedar para dormir e sonhar. Brincadeiras à parte, rs. Mas é sério, assistam ao filme. Vocês vão amar!
(Cartaz do filme "A Origem")

A  verdade é que... Quando estamos sonhando, a realidade se torna o nosso próprio pesadelo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Sem lenço e sem documento

O ser humano é tão dependente e acomodado. Infelizmente, não há muito o que fazer a respeito e no final, eu acabo percebendo que eu também sou assim. Nem tanto. Dependente? Sim. Acomodada? Nunca. Eis aqui o meu problema que me diferencia da maioria dos seres humanos - ah, isso não é gabação, é a realidade.
Enfim, vamos partir do ponto em que me coloquei nesta posição de "ser diferente" da maioria...
Certo dia, eu acordei estranha, na verdade, agitada. Joguei as cobertas longe e sai praticamente correndo da cama. Motivo? Não sei. Mas eu senti que ficar na cama estava corroendo o meu cérebro. Olhei no relógio, eram dez para as nove, acordei cedo para quem foi dormir tarde no dia anterior. Tanto faz. Senti que nada ao meu redor fazia o menor sentido, será que eu estava perdendo um pouco da sanidade que ainda me resta? Eu espero (e acho) que não. Bem, não era isso. Eu estava cansada. Não fisicamente, eu acabara de acordar. Mas, psicologicamente. Claro, os últimos acontecimentos bem que me ajudaram - sarcasmo.
De fato, eu estava precisando fugir e sinto que ainda preciso, mas as condições não ajudam. Em todo caso, eu já disse: sou diferente da maioria. Enfim, ser adulta ou adolescente não mudaria nada, o fato é que estou desempregada, não entrei para a faculdade e os meus pais me odeiam - ou, pelo menos, é o que eu acho. Ah, qual é? Quem vai querer filhos (as) acomodados? Opa! É aí que a minha filosofia entra: eu não sou acomodada! Embora as pessoas pensam que eu sou. E quando eu digo "pessoas", me refiro a minha família e amigos. É, pra vocês verem, as pessoas que amamos nos apunhalam pelas costas com uma faca de falsidade e falta de crédito conosco. Isso sim, é insano.
De qualquer forma, criticar isso tudo não vai mudar nada, exceto a minha vontade de sumir. É, eu tô falando de fugir daqui. Sabe, arrumar as minhas coisas, pegar um trem (porque dinheiro para avião é só em filme!), enfim, viver do meu jeito. Vou poder fazer o que eu quiser, na hora em que eu quiser. Só tem um problema nisso tudo: nada disso existe. Não é só "pegar um avião" que é coisa de filme, mas querer fugir desse jeito é coisa de filme. Quem em sã consciência, que mora com os pais, uma irmã irritante e um cachorrinho fofo e que, embora esteja desempregada e sem ir para a faculdade, tenha casa, comida, roupa lavada, tv e internet... Gostaria de largar tudo isso e correr para o destino? Simples: eu. Pois é, isso te parece insano? Eu te digo uma coisa: é insano para você querer mudar de vida? Não, né?
No entanto, no fim das contas, eu acabo por perceber que eu quero mas não posso. Por que? Porque eu quero viver algo que está além de tudo que eu tenho e isso é egoísmo ou é vontade de viver? Não quero ser como a maioria: acomodada. Eu quero alcançar os meus objetivos, eu quero chegar onde os meus sonhos me mostram todas as noites. Eu quero fugir, mas não como uma "fuga", mas sim como um passe para a liberdade, para ser quem eu sou, que está oculto aqui dentro.
E se der tudo certo, ótimo, eu vou ficar feliz. Mas, se der errado, não tem problema. Eu tento outra vez! Eu não tenho medo de me arriscar... E seja o que Deus quiser! 
Como diz aquela música do Caetano Veloso...

"Sem lenço e sem documento, nada no bolso ou nas mãos. 
Eu quero seguir vivendo, amor. Eu vou... Por que não? Por que não? (...)".

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