segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Realidade insana

Me lembro de quando te conheci, falamos sobre música. Estávamos em 2007 e a moda da época era ouvir RBD, o famoso e brega Rebelde! rs. Você só tinha 12 anos e eu ia completar 15 em menos de uma semana. Não te convidei para a minha festa de debutante, nós mal nos conhecíamos. Mal sabia eu que essa amizade duraria para sempre. E durou? Eu não sei responder essa pergunta.
Tudo o que sei é que nós não nos desgrudávamos uma da outra, exceto pelos recentes acontecimentos. Ficávamos cantando e dançando, lembra? Beyoncé, Britney Spears, The Pussycat Dolls, Nelly Furtado, Rihanna, Fergie... Enfim, nós passávamos as nossas férias e fins de semana com o rádio ou a TV ligados, cantando e montando coreografias de dança. Eu era boa em monta-las e você me elogiava, lembra? Hoje eu nem sei se você lembra dos nossos fins de semana juntas.
Nossas mães até brigavam conosco, passávamos o dia inteiro só conversando e ouvindo música, sem nunca nos separar. Combinávamos até de tomar banho ou almoçar ao mesmo tempo, só para passar mais tempo juntas. Eu adorava essa sensação de uma amizade verdadeira e duradoura. Começamos a namorar quase ao mesmo tempo e partimos o nosso coração quase ao mesmo tempo. Felizmente eu pude te consolar e te ajudar, você era minha irmã de coração. Quando eu precisei de ajuda para recompor meu coração, você foi a única que não me julgou, mas que me abraçou e enxugou as minhas lágrimas.  
Infelizmente, nossas vidas tomaram rumos diferentes a partir de 2009, eu comecei a trabalhar e você foi morar com o seu pai. A partir daí, só nos víamos aos fins de semana. Pouco a pouco, o tempo foi nos separando... Pessoas tentaram nos separar, outras confundiram-nos e hoje estão arrependidas. Mas deixaram cicatrizes em nossos próprios corações. Mas, como a nossa amizade vem acima de qualquer problema entre nós, somos amigas até hoje. E isso ninguém muda.
Já perdi a conta de quantas vezes me pego chorando por me lembrar de você... Estou tão preocupada com a sua saúde física e mental. Você está bem? Gostaria tanto de poder ouvir você bater na minha porta e dizer "Má, sai aí!". Outra vez, nostalgia. Por que os problemas apagam a nossa felicidade e o tempo não? Injusto. Isso machuca o coração.
Eu sonhei com você duas vezes, nos meus sonhos você estava bem e conversávamos e ríamos, como antes. Isso me deu vontade de chorar. Eu queria poder conversar com você sobre coisas banais, como a nova cor do cabelo da Ashley Tisdale, mas você não entende mais nada agora.
Isso dói tanto, mas é melhor eu sentir a dor do que você. Se você soubesse de tudo o que está acontecendo, você não aguentaria. Eu quero o seu bem. Eu quero te ver bem. Melhora logo!
Você era a minha melhor amiga. Ainda continuará a ser? Porque eu continuarei sempre com você, Fernanda.


Eu jurei amizade eterna e estou cumprindo a minha promessa.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Continuar


Abro os meus olhos já é de manhã,
À noite é menor a cada dia.
Os dias às vezes parecem iguais,
A guerra é minha rotina...
Peço forças...
Pra continuar...
Peço forças...
Pra poder lutar...
Luto pra sobreviver,
Com os olhos voltados pro céu.
Espinhos me fazem sofrer,
Resisto na luta com a graça de quem já venceu.
Fecho os meus olhos a noite já cai,
Começo a tratar as minhas feridas.
Olho pros céus com os joelhos no chão,
Abro os braços pra graça divina.
Peço forças...
Pra continuar...
Peço forças...
Prá poder lutar...
Nada vai nos separar do teu grande amor,
Mesmo caminhando em dor, sou mais que vencedor...

(Oficina G3)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Se vontade fosse sonho, os desejos voariam...


Talvez, se ele nunca tivesse voltado, eu ainda estaria lá. Mas, como ele voltou, as coisas simplesmente continuaram seguindo o seu rumo - tudo, menos eu...
Talvez, eu jamais tivesse perdido a minha inocência de criança aos nove anos de idade ao descobrir que o mundo não é um parque, com roda gigante que brilha na imensidão do céu e que existem pessoas capazes de fazer de tudo por dinheiro e drogas. Logo, você se acostuma a sobreviver em lugar em que é necessário ignorar as coisas ruins à sua volta. 
Talvez, eu nunca teria me iludido com um falso amor aos 15 anos de idade e não teria partido o meu coração aos 16. E eu não teria conhecido as pessoas que eu conheço hoje, inclusive o meu namorado.
Talvez eu teria amadurecido mais rápido, pois não teria crianças à minha volta, mas não me arrependo. Melhor do que ficar agarrando aqueles moleques nojentos como as minhas "amigas" faziam.
Talvez, eu teria seguido o meu caminho e me tornado mais uma rockeira egocêntrica no mundo. Acho que eu teria uma vida totalmente diferente da que eu tenho hoje e talvez fosse melhor assim.
E eu sei que, um dia, eu olharei para trás e verei que nem mesmo os meus desejos são melhores do que a vida que eu tenho, porque é a realidade que importa, mesmo com os sonhos que me aguardam. 
Entretanto, esses desejos são apenas desejos...
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