sábado, 8 de janeiro de 2011

De cara fechada para as mudanças

Neste exato momento estou sentada em frente ao computador pensando em um título para este texto, o que é meio sem lógica, pois nem sei sobre o que ou quem eu escreverei hoje. Sinto que este é mais um daqueles artigos em que serei chamada de melodramática ou de maluca ou esquisita, mas eu realmente não ligo. O que seria de meus próprios textos se eu não pudesse escrever o que eu quisesse? Seria um nada - ou um texto falso e vazio.
Às vezes (ou melhor, TODO começo de ano novo) eu costumo jurar à mim mesma que o novo ano que vem chegando será "o" ano: o ano em que eu conseguirei realizar os meus objetivos! Só assim para eu estar satisfeita, já que a neurótica aqui aprendeu que essa coisa de "correr atrás da felicidade" não existe. Realizar os meu objetivos. É pedir de mais? Eu acho que não. Mas, então, por que é tão difícil?
Descobri o problema e, acredite, levou dias para eu percebe-lo e segundos para eu saber como lidar com ele e essa tarefa não será nada fácil... Que eu odeio mudanças, já está na cara, ou melhor nos meus textos (releia alguns posts antigos que você encontrará argumentos a respeito...), agora, que eu sofro com essas mudanças ainda está meio fora de vista. Here we go again! Não estou nem um pouco afim de reclamar sobre a minha vida e me queixar sobre os meus problemas, nada disso! O que eu quero é poder escrever para desabafar, eu sempre faço isso. E ainda por cima, poder dividir um pouquinho de mim, com... alguém? Não. Comigo mesma.
Eu não vou mentir. Estou passando por uma fase de muita pressão: terminei a escola, meu estágio como monitora de sala de informática também terminou, o ano de 2010 terminou e alguns sonhos meus também terminaram. Verdade. É muito triste quando passamos anos sonhando e planejando algo e, de repente, dá tudo errado, ou pior, não dá em nada. Passei o ano de 2010 inteiro planejando e me preparando para a faculdade e, no fim das contas, não poderei começar neste semestre. Digamos que minha situação financeira está crítica, visto que só há uma Universidade particular aqui em Jundiaí que tem o curso de Comunicação Social - Jornalismo e meu pai já disse que em relação a morar fora da cidade ou cursar a faculdade em outra cidade (no caso uma Universidade estadual) está fora de cogitação. Então o jeito é eu esperar até o próximo PROUNI e utilizar minha nota do ENEM para conseguir um desconto na Universidade privada. Ok, eu sei... Vocês já devem estar cansados de lerem a respeito dos meus desabafos emocionais perturbadores, principalmente os relacionados à faculdade. O problema é que eu estou realmente muito ansiosa para ingressar em uma Universidade e o fato de eu não ter condições no exato momento, me deixa muito, muito frustrada. E como vocês aí também já devem estar frustrados com essa minha ladainha pirada sobre faculdade, vou acabar com esse assunto.
Ai, ai. Eu já disse que odeio mudanças? Nada de bom vem com elas... Exceto quando são mudanças boas, o que são muito raras de acontecer, pelo menos para mim! Saco. Pareço e me sinto uma criança mimada, porém essa é a verdade. É difícil aceitar as diferentes coisas da vida, principalmente se você acha que demorou muito a conquistar as coisas antigas e que essas coisas não precisam mudar. Contudo, venho refletindo e acabo por perceber que as mudanças fazem parte da vida. Eu sei, essa frase já existia, mas eu fiz questão de reescrevê-la aqui, é a verdade. Triste, perigosa e doce verdade! Já encontrei o erro: ele estava bem na minha frente, ou melhor, dentro de mim. O erro está em mim e nele encontrei o título para este artigo (que provavelmente vocês já leram no início desse texto, rs. #fail).
Se a vida da gente não mudasse e continuasse sempre a mesma coisa, acho que ficaríamos com tédio e isso seria ainda pior do que simplesmente aceitar as novas mudanças.
Ah, sim, eu odeio ficar com tédio! Mas essa já é outra história...

Beijos e queijos!
Até a próxima loucura escrita, meus leitores favoritos! :)

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