quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Liberdade de Expressão - Quase um sussurro...


Eu estava vindo aqui para o estágio, quando vi um garotinho de aparentemente uns nove anos de idade, cair de bicicleta. Os dois amigos que estavam perto (um garoto e uma garota, da mesma idade) começaram a rir do coitadinho, mas como eu estava longe - e ainda mais porque nem foi necessária a minha ajuda - só fiquei olhando o garoto, que se levantou e começou a rir também, visto que ele não estava machucado. Sorri e continuei caminhando, afinal de contas, eu não ia ficar olhando aquelas crianças eternamente, eu tinha que vir trabalhar. 
E cá estou agora, refletindo nas banalidade - ou não - da vida. Se fosse eu naquela bicicleta, mesmo que eu não estivesse machucada, tenho quase certeza que eu estaria chorando feito um bebê. Bobagem, não? Pois é. Quando as coisas são com os outros, parece tudo tão mais fácil, mas e quando é conosco? É, não adianta chorar. Nem que você esteja machucado, as lágrimas não resolverão o seu problema por você. Está em suas mãos.
Não adianta ficar calada quando você sente dentro de você uma vibração, vindo da suas cordas vocais, implorando para você abrir a boca e pronunciar ao menos uma palavra sequer. Da mesma forma que não adianta chorar quando se sente estúpida o bastante, por causa de uma crise de pânico com as mudanças - quem mandou ser nostálgica? Esse é o preço que se paga por se limitar ao passado e achar que o futuro não existe, que será sempre a mesma coisa; que o passado pode aparecer e te sacudir dizendo "Foi sua culpa!" ou "Idiota, por que você fez isso?". O passado não volta mais. Eu já deveria ter percebido isso, ao menos ter colocado em prática no meu dia a dia.
Sei que não devo culpar a nova geração de estudantes que, aliás, sou um deles! Eles não são burros, são ignorantes, a culpa deve cair somente encima da "Promoção Automática", onde alunos de 5° série mal sabem ler e escrever. Como, então, poderão saber o que querem da vida? Você deve está se perguntando porque eu disse que era ignorância da parte deles, eu explico. Como eu já disse, faço parte dessa nova geração de estudantes e, embora o nível de ensino tenha caído, eu me esforço para obter um melhor desempenho; eu busco conhecimento, a minha própria ideologia. Outro erro meu: querer que as pessoas sejam igual a mim. Eu sei, desnecessário e inútil.
Apesar de toda e qualquer mudança que tentei conquistar em minha vida, o resultado foi meio clichê: ainda continuo a mesma. E isso me machuca profundamente, pois eu sei que afeta uma das pessoas mais importantes da minha vida. Eu acho que sem os meus livros, meus textos e as minha músicas, eu sou quase nada. Neste momento estou vestindo a minha camiseta do Evanescence e ouvindo "Lithium" (umas das minhas favoritas da banda), apesar de saber que eu deveria parar com isso. Deveria? Quem disse? 
Quem disse que eu não posso ouvir rock? Quem disse que eu não posso gostar de Britney Spears? Quem disse que eu não posso vestir camisetas de banda? Quem disse que eu não posso ler livros de vampiros? Quem disse que eu não posso escrever o que estou sentindo no meu blog? Quem disse que não posso ser eu mesma? Não. Deus apenas disse para sermos Seus servos e fazer jus ao Seu nome. Eu sou cristão, evangélica para falar a verdade. Mas só percebi que era, quando vi que eu me portava como uma e fazia as mesmas coisas que os evangélicos fazem: pregar o evangelho e adorar a Deus. E eu serei assim pelo resto da minha vida. Só quero ser livre para me expressar.
Eu sei que um texto a mais no meu blog pode não fazer tanta diferença por aí, entretanto, para mim faz. E muita.
Vou ficando por aqui, desejando que um dia a sociedade entenda a importância da Liberdade de Expressão.

Beijos, beijos!

2 comentários:

Van Florargen disse...

Ei May, relaxa querida.
Escrever o que sentimos em nosso blog não é problema nenhum, pelo controrário o Blog tem o mesmo papel daquele diário antigo.
Claro, que existem Blog's com outro finalidade, mas não é nosso caso.
Então continue expondo seus sentimentos e pensamentos, escreve-los aqui ajuda e muito. Pelo menos eu, fico bem mais leve ;)
Beijos

e viva a LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Mayara Caparroz disse...

Oi, Van!
Pois é, né...
Então vamos continuar a fazer o que mais gostamos: ter liberdade para escrever! :D
Isso faz parte do nosso mundinho, nos ajuda a desabafar e nos faz aprender valiosas lições da vida.
Beijos!

E viva a Liberdade de Expressão! \O/

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