quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Porque na vida tudo passa, muda, cresce, mas não se esquece...


Neste último feriado, a noite, eu estava na casa da minha avó, quando eu vi minha priminha de quatro anos brincando com uma velha almofada quadrangular de cor vinho, que ficava anteriormente na chácara dos meus avós e que a fazíamos de "pufe"; eu não entendi o que aquela velharia estava fazendo ali, mas uma coisa era certa: ela estava ali. Foi quando, peguei-me recordando dos momentos que compartilhei com aquela velha (e querida) almofada. Quando eu era criança e ia para a chácara dos meus avós, eu e minha irmã passávamos a maior parte do tempo brigando para ver quem ia sentar no "pufe", eu sempre conseguia o que queria, claro, com centenas de chantagens: "Juliana, se você me deixar sentar no pufe, eu te deixo brincar com as minhas panelinhas pra fazer bolo de terra". E eu sentava no "pufe".
Voltando para o presente, entretanto, eu ainda não tinha entendido o que o pufe estava fazendo ali, o lugar dele era na chácara! Foi quando minha avó disse que ia usar a espuma que há dentro dele para encher o sofá. O que? Ela vai "estragar" o pufe para consertar um sofá sem importância? O pufe nos proporcionou muitas lembranças, para que destruí-lo? Mas é claro que só pensei nessas coisas, se eu dissesse à minha avó que ela não podia "assassinar" o meu pufe, as minhas lembranças, ela acharia graça e diria que é só uma almofada velha - e realmente era.
Quando eu cheguei em casa, percebi o quão criança e egoísta eu estava sendo. Primeiro, as lembranças dos momentos com o pufe estarão para sempre no meu coração e mesmo que ele desapareça, as lembranças permanecerão; segundo, o pufe não era meu, era da minha avó, rs. 
Se prestarmos atenção, veremos que é sempre assim: quando algo não está sob o nosso controle, quando não é da forma que nós queríamos e/ou gostaríamos que fosse, desistimos; choramos, batemos o pé. Mas de que adianta? Se o "pufe" não é seu e se você tem medo de perder uma lembrança, acredite: o pufe pode não ser seu, mas as recordações são; ninguém vai tirá-las de você. E mesmo que o "pufe" seja retirado de você, suas lembranças jamais poderão ser arrancadas do seu coração. Isso sim, é seu e ninguém poderá arrancar.
Tenho certeza que quando eu voltar à casa dos meus avós, o pufe não estará mais lá e o sofá estará mais confortável, hehe. 
E, embora toda esse stress por causa de um pufe velho e encardido tenha me atormentado, vejo uma lição maravilhosa que tirei proveito: O que é seu ninguém tira, nem mesmo o tempo! =)

(Ah, essa não sou eu e muito menos este é o pufe ao qual me refiro, mas me identifiquei bastante com esta imagem)

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