quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Querido diário...

"... Balançava a cabeça violentamente, chorando, mais histérica a cada segundo.
- Não! Não! Eu sou a próxima! Eu sou a próxima! - De repente, seus olhos se abriram e ela saiu sozinha do transe, sufocada e arfando. Depois sua cabeça girou." (Diários do Vampiro - Reunião Sombria.)


Eu sei que escrever um diário é coisa para menininhas e talvez eu seja uma menininha, mas eu suspeito que não. Uma menininha crescida, talvez. Por isso, ao invés de escrever em uma agenda pink, resolvi apenas desabafar meus pensamentos (esquisitos) aqui, no único lugar em que posso ser eu mesma: na minha Terra de Ninguém. Eu não sei porque eu estou escrevendo isso, só sei que eu quero escrever. Essa é uma das poucas vezes em que me sinto livre: quando estou escrevendo. Também sei que, embora eu tenha feito (quase) de tudo para mudar, - e algumas dessas mudanças já são visíveis - eu ainda sou a mesma. Ainda sou aquela garota mimada que passa o dia inteiro lendo; que ama dançar; que ainda ouve Britney Spears; que sonha em ser jornalista; que deseja ser livre. Livre para dizer, pensar, falar, agir e mostrar ao mundo quem realmente é.
São raras as vezes em que podemos ser (e nos sentirmos) livres - é, eu falo muito sobre liberdade, pois é um desejo íntimo e, infelizmente, tão clichê a ponto de não poder se concretizar - eu, por exemplo, só me sinto livre quando estou escrevendo ou dançando. Eu sei que é nessas horas em que posso ser eu mesma.
Não adianta eu sonhar com um mundo clichê, quando o clichê é tão clichê, tão visível e inaceitável. A sociedade me coloca em uma posição ameaçadora, onde eu sei que não adianta chorar nem gritar, eu só tenho que correr pra longe. Fugir de tudo. Mas esta não é a solução, é uma ilusão. É melhor ficar e encarar tudo de uma vez.   
Porque é fácil passar no vestibular de uma faculdade particular, difícil é pagar o curso. Estou diante do livro "Diários do Vampiro - Reunião Sombria", que eu não acabei de ler; em pensar que tenho mais cinco livros me esperando, mas falta-me tempo. Ou, para ser mais sincera (comigo mesma), falta-me concentração. Preciso comprar um celular novo, porque o meu está quebrado; preciso terminar de ler os livros que estão me esperando no guarda-roupa; preciso de tempo...e de tantas outras coisas.
Preciso de mim mesma. Preciso de algo novo em minha vida.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Rejeição: Um sentimento de inutilidade

Antes eu achava que a mentira era uma das piores atitudes de um ser humano, mas depois de algumas recentes experiências, percebi que a rejeição é mil vezes pior. Quando alguém mente para você, é fácil recompor-se: ou você aceita a mentira e aprende a conviver com ela, ou simplesmente desiste dela e da criatura mentirosa. No entanto, na rejeição não há outro modo senão aceitá-la, o que é muito difícil. Este é um dos piores sentimentos. Você se sente inútil e fútil; sem importância.
Não estou falando somente da rejeição relacionada ao amor ou a paixão, estou falando de todo e qualquer tipo de rejeição. Seja em casa, na escola, no trabalho, na academia ou em qualquer lugar ou ocasião; não importa qual seja o tipo de rejeição ou por que ela ocorreu, a verdade é uma só: dói demais.
Eu acreditava em finais felizes, acreditei em amizades eternas (e falsas!), acreditei em Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e afins. E a decepção veio junto com todas essas coisas em que acreditei, pois me senti rejeitada; rejeitada pelas falsas amigas, pelo Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa, que um dia pararam de aparecer...
Tudo acaba um dia e eu não tenho medo disso. O que me incomoda é esse sentimento de rivalidade entre a saudade e o egoísmo. Bobagem, não? Tanto faz.
Ultimamente o universo tem conspirado contra mim, não entendo o que tem acontecido, sinto-me rejeitada pela vida, pelas pessoas. Entretanto, Deus não me rejeita nunca e isso é tudo. Você deve estar pensando “Nossa, que drama!“, contudo, eis a verdade. Eu sei que sou dramática. Entretanto, como já me disseram, eu preciso aprender a demonstrar o que eu sinto, embora eu já o saiba fazer - mas somente por escrita. Falar fica mais difícil.
Não suportei perder aquela amizade, aquele dia, aquele filme, aquele livro, aquela música, aquele momento, aquele sentimento... Porém, acima de tudo, não suportei ser rejeitada.
Como eu já disse: rejeição machuca muito. Disso eu sei bem.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Amizade

Quando eu tinha cinco anos de idade, fazer amigas era uma coisa muito fácil, pois só era necessário a pronúncia de uma pequena frase: "Quer ser minha amiga?" e tudo logo se resolvia. Hoje, com 18 anos, fica meio estúpido (e completamente idiota!) eu chegar para uma garota e perguntar se ela quer ser minha amiga. Fall. 
Bem, não que eu não tenha amigas, eu tenho muitas amigas. Só estou tentando entender (e esclarecer) o que se passa na cabeça de uma mulher quando o assunto é amizade.
Hoje em dia, se você não tem o style ou status ideal, isso complica um pouco a situação. Para "arrumar" uma amiga perfeita, você tem que ser perfeita: ser simpática e legal, usar chapinha, calça justa, brincos de argola e gloss. Se você não é do jeito que as pessoas querem que você seja, você não terá aqueles clichês que deseja; ou seja, se você for você mesmo(a), só atrairá pessoas como você para uma amizade. E isso é ruim? Eu acho que não. Eu costumo pensar que a perfeição mora longe da felicidade. Você não tem que ter a amizade perfeita, mas sim, a amizade verdadeira.
Tenho uma mania esquisita de desejar amizades. Sabe, você olhar para alguém e pensar "Quero ser amiga dela!", é bem assim; mas isso não é tão fácil quanto parece, pois não posso fazer aquela perguntinha básica de criança e acabo ficando sem assunto; sem coragem; sem aquela amizade.
Acho que chegou a hora de encarar que a fase de "procurar por amizade", terminou. Entretanto, uma nova fase está a caminho: perceber que sua melhor amiga é a que está aí do seu lado, mesmo ela não sendo perfeita para você; ou você para ela.
Mas ainda tenho minhas dúvidas, fazer o que? Sou uma pessoa nostálgica que não desiste nunca e que ainda acredita nas formas mais simples de viver a vida e fazer novas amizades, mas que sejam verdadeiras.  


É tão mais fácil perguntar: "Quer ser minha amiga?".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O Sol e a Lua


Quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor. Acontece que o mundo ainda não existia e no dia em que Deus resolveu criá-lo, deu-lhes então o toque final: o brilho! Ficou decidido também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua iluminaria a noite, sendo assim, seriam obrigados a viverem separados. Abateu-se sobre eles uma grande tristeza quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam. A Lua foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária. O Sol por sua vez havia ganhado um título de nobreza "Astro Rei”, mas isso também não o fez feliz.
Deus então os chamou e explicou-lhes: Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio. Você Lua, iluminará as noites frias e quentes, encantará os enamorados e será diversas vezes motivo de poesias. Quanto a você Sol, sustentará esse título porque será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecerá calor para o ser humano e a sua simples presença fará as pessoas mais felizes.” A Lua entristeceu-se muito com seu terrível destino e chorou dias a fio, já o Sol ao vê-la sofrer tanto, decidiu que não poderia deixar-se abater, pois teria que dar-lhe forças e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido por Deus. No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido a Ele: “Senhor, ajude a Lua, por favor, ela é mais frágil do que eu, não suportará a solidão!” E Deus em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.
A Lua, sempre que está muito triste, recorre às estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem. Hoje eles vivem assim, separados, o Sol finge que é feliz e a Lua não consegue esconder que é triste. O Sol ainda esquenta de paixão pela Lua e ela ainda vive na escuridão da saudade. Dizem que a ordem de Deus era que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso, porque ela é mulher e uma mulher tem fases: quando feliz consegue ser cheia, mas quando infeliz é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.
Lua e Sol seguem seu destino. Ele solitário, mas forte, ela acompanhada das estrelas, mas fraca. Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível. Vez por outra alguns deles vão até ela e voltam sempre sozinhos, nenhum deles jamais conseguiu trazê-la até a terra, nenhum deles realmente conseguiu conquistá-la, por mais que achem que sim. Acontece que Deus decidiu que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível, nem mesmo o da Lua e do Sol e foi aí então que ele criou o eclipse.
Hoje o Sol e a Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer. Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o Sol encobriu a Lua é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar e é ao ato desse amor que se deu o nome de eclipse.
Importante lembrar que o brilho do êxtase deles é tão grande que aconselha-se não olhar para o céu nesse momento, seus olhos podem cegar de ver tanto amor [...].

(Por Silvana Duboc do site http://amorepaixaomensagens.com.br)
Beijos, beijos!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Essa tal liberdade...

Sair de casa, desligar o celular e esquecer um pouco de tudo. Correr contra o vento; sentir a brisa fria tocando o rosto quente, fazendo as lágrimas secarem. Caminhar na praia  e ver o pôr do sol sabendo que, quando a lua vir, será ainda mais bonito. Deixar o vento sacudir o cabelo; mergulhar na água do mar; olhar para o céu, ainda azul, sorrir e sentir um arrepio quando as ondas geladas tocarem a pele.
Cantar sob a luz do sol e dançar sob os raios iluminantes da lua; fazer uma poesia e recitá-la ao vento; deitar na areia e viajar nos pensamentos. Sonhar acordada e adormecer distraída; acordar, levantar, se maravilhar. 
Olhar para as estrelas, fazer um pedido e agradecer a Deus pelo lindo dia de paz e de tranquilidade; de liberdade.
Voltar para casa...
Orar para que todos os dias sejam diferentes e que não caiam na mesma rotina de (in)felicidade. Deus é tudo.

"Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido." (Fernando Pessoa)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

I'm not a girl, not yet a woman


Eu costumava pensar
Que tinha respostas para tudo,
Mas agora eu sei
Que a vida nem sempre segue meu rumo, yeah
Sinto como se estivesse sido pega no meio,
Isso é quando percebo...

Eu não sou uma garota, nem ainda uma mulher
Tudo que preciso é tempo,
Um momento que seja só meu.
Enquanto estou nessa transição...
Eu não sou uma garota

Não é preciso me proteger,
É tempo de encarar tudo isso sozinha.
Eu já vi muito mais do que você possa pensar agora,
Então não me diga para fechar os olhos.

Eu não sou uma garota, nem ainda uma mulher
Tudo que preciso é tempo,
Um momento que seja só meu.
Enquanto estou nessa transição...
Eu não sou uma garota

Mas se você me olhar de perto,
Você vai ver em meus olhos,
Essa garota vai sempre achar seu caminho.

Eu não sou uma garota não me diga no que acreditar,
Eu estou tentando achar a mulher dentro de mim, yeah
Tudo o que preciso é um momento que seja só meu,
Enquanto estou nessa transição...

Eu não sou uma garota, nem ainda uma mulher
Tudo que preciso é tempo,
Um momento que seja só meu.
Enquanto estou nessa transição...
Eu não sou uma garota, nem ainda uma mulher

(Britney Spears)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Porque na vida tudo passa, muda, cresce, mas não se esquece...


Neste último feriado, a noite, eu estava na casa da minha avó, quando eu vi minha priminha de quatro anos brincando com uma velha almofada quadrangular de cor vinho, que ficava anteriormente na chácara dos meus avós e que a fazíamos de "pufe"; eu não entendi o que aquela velharia estava fazendo ali, mas uma coisa era certa: ela estava ali. Foi quando, peguei-me recordando dos momentos que compartilhei com aquela velha (e querida) almofada. Quando eu era criança e ia para a chácara dos meus avós, eu e minha irmã passávamos a maior parte do tempo brigando para ver quem ia sentar no "pufe", eu sempre conseguia o que queria, claro, com centenas de chantagens: "Juliana, se você me deixar sentar no pufe, eu te deixo brincar com as minhas panelinhas pra fazer bolo de terra". E eu sentava no "pufe".
Voltando para o presente, entretanto, eu ainda não tinha entendido o que o pufe estava fazendo ali, o lugar dele era na chácara! Foi quando minha avó disse que ia usar a espuma que há dentro dele para encher o sofá. O que? Ela vai "estragar" o pufe para consertar um sofá sem importância? O pufe nos proporcionou muitas lembranças, para que destruí-lo? Mas é claro que só pensei nessas coisas, se eu dissesse à minha avó que ela não podia "assassinar" o meu pufe, as minhas lembranças, ela acharia graça e diria que é só uma almofada velha - e realmente era.
Quando eu cheguei em casa, percebi o quão criança e egoísta eu estava sendo. Primeiro, as lembranças dos momentos com o pufe estarão para sempre no meu coração e mesmo que ele desapareça, as lembranças permanecerão; segundo, o pufe não era meu, era da minha avó, rs. 
Se prestarmos atenção, veremos que é sempre assim: quando algo não está sob o nosso controle, quando não é da forma que nós queríamos e/ou gostaríamos que fosse, desistimos; choramos, batemos o pé. Mas de que adianta? Se o "pufe" não é seu e se você tem medo de perder uma lembrança, acredite: o pufe pode não ser seu, mas as recordações são; ninguém vai tirá-las de você. E mesmo que o "pufe" seja retirado de você, suas lembranças jamais poderão ser arrancadas do seu coração. Isso sim, é seu e ninguém poderá arrancar.
Tenho certeza que quando eu voltar à casa dos meus avós, o pufe não estará mais lá e o sofá estará mais confortável, hehe. 
E, embora toda esse stress por causa de um pufe velho e encardido tenha me atormentado, vejo uma lição maravilhosa que tirei proveito: O que é seu ninguém tira, nem mesmo o tempo! =)

(Ah, essa não sou eu e muito menos este é o pufe ao qual me refiro, mas me identifiquei bastante com esta imagem)

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Dia da Independência do Brasil


A Independência do Brasil é um dos fatos históricos mais importantes de nosso país, pois marca o fim do domínio português e a conquista da autonomia política. Muitas tentativas anteriores ocorreram e muitas pessoas morreram na luta por este ideal. Podemos citar o caso mais conhecido: Tiradentes. Foi executado pela coroa portuguesa por defender a liberdade de nosso país, durante o processo da Inconfidência Mineira.

Dia do Fico

Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro I recebeu uma carta das cortes de Lisboa, exigindo seu retorno para Portugal. Há tempos os portugueses insistiam nesta idéia, pois pretendiam recolonizar o Brasil e a presença de D. Pedro impedia este ideal. Porém, D. Pedro respondeu negativamente aos chamados de Portugal e proclamou : "Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."

O processo de independência

Após o Dia do Fico, D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole, pois preparavam caminho para a independência do Brasil. D. Pedro convocou uma Assembléia Constituinte, organizou a Marinha de Guerra, obrigou as tropas de Portugal a voltarem para o reino. Determinou também que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor sem o " cumpra-se ", ou seja, sem a sua aprovação. Além disso, o futuro imperador do Brasil, conclamava o povo a lutar pela independência.
O príncipe fez uma rápida viagem à Minas Gerais e a São Paulo para acalmar setores da sociedade que estavam preocupados com os últimos acontecimento, pois acreditavam que tudo isto poderia ocasionar uma desestabilização social. Durante a viagem, D. Pedro recebeu uma nova carta de Portugal que anulava a Assembléia Constituinte e exigia a volta imediata dele para a metrópole.
Estas notícias chegaram as mãos de D. Pedro quando este estava em viagem de Santos para São Paulo. Próximo ao riacho do Ipiranga, levantou a espada e gritou : " Independência ou Morte !". Este fato ocorreu no dia 7 de setembro de 1822 e marcou a Independência do Brasil. No mês de dezembro de 1822, D. Pedro foi declarado imperador do Brasil.

Pós Independência

Os primeiros países que reconheceram a independência do Brasil foram os Estados Unidos e o México. Portugal exigiu do Brasil o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas para reconhecer a independência de sua ex-colônia. Sem este dinheiro, D. Pedro recorreu a um empréstimo da Inglaterra.


Feliz Dia da Independência!
Beijos, beijos meus queridos leitores. :)
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