terça-feira, 20 de abril de 2010

Julgando a sabedoria

Hoje, na aula de filosofia, com a história da morte de Sócrates, senti-me inspirada para postar. Não que eu queira julgar a morte dele, nem defender. Mas ele só foi morto por ter dito que sua sabedoria era maior que a do oráculo do templo de Delfos, em Atenas. Ou seja, por dar sua opinião, foi condenado pois, naquele tempo, em Atenas, os assuntos mais comuns da sociedade eram discutidos em assembléias, onde cada participante podia dar a sua opinião. Sendo assim, Sócrates estava "dando a sua opinião" como um falso testemunho, realizando reuniões com jovens em locais públicos, porém com tal zelo que ninguém suspeitaria. Com tudo, ao ser descoberto, foi acusado de descrer sobre os deuses atenienses e de estimular os jovens a acreditar nesta nova convicção, segundo sua própria teoria:
"Sou mais sábio do que esse homem; nenhum de nós conhece algo de admirável e bom, entretanto ele julga que conhece, enquanto eu, como nada conheço, não conheço. Portanto, é provável, de algum modo, que nessa modesta medida seja eu mais sábio do que este indivíduo - no fato de não julgar que conheço o que não conheço".
Daí a famosa expressão atribuída a Sócrates: "Sei que nada sei".
Como saber quem é mais sábio? Ora, cada um tem a sua própria sabedoria. Isso deveria ser levado em conta, ultimamente. Quem somos nós para julgar o mais sábio? Qualquer um pode ser o mais sábio - ou julgar-se um, assim como o oráculo do templo de Delfos.

2 comentários:

*Adriana disse...

Boa tarde Mayara!

Gostei da tua postagem, assim pude aprender um pouco sobre Sócrates.
Vc escreve muito bem e tem opinião, sensibilidade. Será uma ótima jornalista.
abçs e boa semana

adriana

Carlos Medeiros disse...

Ainda há aquelas pessoas que querem impor a força, o seu modo de pensar. Quando alguém pensa diferente delas, ficam com raiva.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...