sábado, 7 de novembro de 2009

Superprotegidos


Você já parou para pensar em como nós somos superprotegidos? Bom, pelo menos é assim que eu me sinto. Nós passamos a nossa vida inteira ouvindo frases como: "Não faça isso!" ou "Está errado!" mas, quem realmente sabe o que é certo e o que é errado? Eu sou só uma garota em busca de respostas! Apesar que, se todas as respostas da vida estivessem ao nosso alcance, não seriam respostas, pois não haveriam perguntas. Então eu não teria com o quê me preocupar! Que confusão.
Às vezes, eu gostaria de agir do meu jeito e tomar as minhas próprias decisões porém, muitas vezes, isso não é possível. As pessoas julgam e questionam nossas vidas; elas se tornaram uma pertubação constante de controladores.
Eu não me conformo em como alguém pode querer ser tão controlador a ponto de acabar com a vida de alguém, isso não me parece justo; justamente a injustiça é que me incomoda. Alguma vez, você já passou por alguma experiência em que uma voz dentro da sua mente te dizia "SIM" e "NÃO" ao mesmo tempo? Pois é, tenho quase certeza que a culpa é dos controladores! Todos nós temos algo aqui dentro chamado de "Senso", é ele que nos ajuda em situações de escolha nos dizendo o que é certo fazer, geralmete de acordo com a sua perspectiva. Todavia, ao mesmo tempo que o seu senso e a sua intuição te dizem o que fazer, outra voz aparece na sua mente - com certeza deve ser ou do seus pais, da sua irmã, ou daquela vizinha fofoqueira (os CONTROLADORES) - que te impede de agir por si próprio e faz você mudar de idéia. Está aí o chamado "Maria vai com as outras".
Aliás, você conhece a histórinha da "Maria vai com as outras" ? Não?! Então, pode deixar que eu contarei :)

Maria era uma ovelhinha que vivia no pasto com suas irmãs ovelhas mais velhas. Tudo o que as ovelhas mais velhas faziam, Maria fazia também, pois suas irmãs se diziam mais sábias que Maria e a coitadinha da ovelha caçula obedecia, tudo porque queria ser como as irmãs.
Se suas irmãs passassem a tarde inteira dormindo, Maria dormia também; se elas fossem pastar e um campo mais verdinho, Maria também ia; se elas fossem jogar xadrez, Maria também jogava; e assim por diante.
Um dia, Maria e suas irmãs foram passear num pasto muito distante de onde viviam. Maria não queria ir, mas suas irmãs começaram a caçoar dela e ela resolveu ir pois, não queria ser diferente das irmãs.
Em um certo ponto do caminho, havia um penhasco que acabava em um enorme rio de correnteza muito brava. A mais velha das irmãs decidiu que queria mergulhar naquela água tão brilhante e suave, mas as outras irmãs discordaram da idéia absurda da ovelha.
Sem ligar para as irmãs, a ovelhinha mais velha pulou do penhasco e se esborrachou nas rochas do penhasco, sem as outras ovelhinhas percebessem, pois o penhasco era muito alto. Achando que a irmã mais velha estava aproveitando a água cristalina do rio, as outras ovelhinhas começaram a saltar direto para a água gelada e perigosa. Uma a uma, foram esborrachando-se nas rochas. Mas, quando chegou a vez de Maria pular, vendo a cena das irmãs ovelhas chorarem todas machucadas, ela deu meia volta e foi para casa.
Está vendo? O que aconteceu com Maria, acontece o tempo todo com nós; só que não somos ovelhas. O que eu estou tentando dizer, é que não precisamos fazer o que as pessoas nos mandam fazer (ei, eu não estou tentando causar uma revolução nas pessoas!). Nós temos o direito de ESCOLHER. Deixe que o SEU senso e a SUA intuição te guie.

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